“O Metodo Montessori é uma pedagogia científica baseada em observação e ciência que tem potencial de libertar a verdadeira natureza da criança e dar para a criança as possibilidades de alcançar o máximo de independência de si mesma, isto não significa ser aquilo que o adulto quer, significa ser aquilo que a criança pode e quer ser.” Gabriel Salomão

Maria Montessori – 1878-1952 Médica psiquiatra  começou a trabalhar com crianças  com problemas psiquiátricos e observou que as crianças se interessavam por qualquer coisa que pudessem sentir.  Montessori empregou os materiais sensoriais do pesquisador Séguin, somados a algumas inovações suas e aos poucos desenvolveu alterações nos materiais originais e criou diversos outros, novos.

Por meio da utilização desses materiais, as crianças internadas na escola aprenderam tanto e se desenvolveram tão bem, que Montessori sentiu-se confiante para inscrevê-las nos testes nacionais de educação da Itália. E nos exames, os alunos de Montessori, que enfrentavam as mais variadas dificuldades para aprender, se saíram melhor do que boa parte da população infantil italiana, que tinha a cognição perfeita e era educada em escolas normais..

Em 1947, com setenta e seis anos, Montessori falou para a UNESCO sobre “Educação e Paz” e em 1949 recebeu a primeira de três indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

Como “mente” nós acreditamos que somos como uma ladeira, o conhecimento começa a crescer e vai crescendo, melhora e melhora se tornando cada vez mais capaz.

Na nossa língua portuguesa, nós temos a crença que a criança é tão imperfeita, tão incompleta que não é gente. Tanto é que em nossa língua existe as expressões ”ele fala que nem gente” ou “ele pensa que é gente” “se comporta que nem gente”

Então a criança pelo nosso ponto de vista não é gente!

Por outro lado o adulto é mais do que gente, o adulto é feito à imagem e semelhança de Deus, então a ideia geral de desenvolvimento quase que inconscientemente é que esse desenvolvimento vai do animalesco ao divino, mais do que da infância  a  à criança maturidade.

Para Maria Montessori isto acontece em fases, existe planos de desenvolvimento:A criança pequena até 6 anos estaria no 1º plano

Neste plano  de 0 a 6 anos, o que rege é a INDEPENDÊNCIA FÍSICA – em que a criança  buscaria fazer tudo sozinha.

E Montessori diz: nunca ajude a criança naquilo que ela acredita que pode fazer sozinha, é respeitar a confiança dela mesma de que ela é capaz de fazer aquilo sozinha.

Tenho uma criança que teve seu ambiente preparado para que ela tivesse acesso a tudo que precisasse desde bebê. Hoje ela não diz esta com fome, vai a geladeira, pega seu Danoninho, abre a gaveta pega a colher e come sozinha, sem pedir, vai na fruteira, descasca uma banana, joga a casca no lixo e come a banana sozinha. Além disso é muito social, onde chega puxa conversa, se insere independente da idade das crianças.

É  importante  preparar um  ambiente adequado para que ela tenha acesso, colocar um banquinho para que suba na cozinha e no banheiro e alcance as coisas que precisa e que não sejam perigosas, é claro.

No seu quartinho sempre teve  prateleiras baixinhas com livros, hoje a menina que mostrei como exemplo ama livro, e pede sempre para contar histórias para ela, nichos baixos com caixas leves com seus brinquedos separados para que ela possa ter acesso aos seus matérias de desenvolvimento para brincar quando quer e sozinha sem incomodar.

Outra coisa é ter um adulto com paciência ensinando como é que se como uma jabuticaba que tem o caroço, ensinando a comer melancia, a comer maçã, como é que enche um copo dágua ou suco, como é que calça a meia ou coloca o casaco.

O adulto tem a paciência de mostrar a ela várias vezes e depois ter a paciência de vê-la tentando várias vezes até conseguir.

Ela enche um copo dágua e esvazia na pia, enche de novo e esvazia, o interesse dela é interior de conseguir fazer aquilo  e não exterior. Se nós conseguirmos fazer isto que ela quer é conseguir alcançar a independência, isto é um trabalho interior porque exige liberdade, tempo, exige um ambiente e um adulto preparado.

Nós podemos ter uma vida muito mais pacífica com a criança quando ela tem a chance de conquistar sua própria independência nós vemos aparecer na criança uma força interior, uma força de vontade, uma tranquilidade e uma calma que conduzem facilmente a concentração, ao  melhor convívio social, estas crianças se transformam intensamente , passam a ser dispostos a vida, passam a ser  crianças que não tem medo da frustração porque ela aprende que a frustação é uma etapa do caminho e que se ela persistir ela alcança coisas.

Fonte :

Gabriel Salomão

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