Olá  pessoal,

 

Tenho pensado muito no uso do Light Steel Frame no Brasil, também conhecido por estruturas em aço leve, construção LSF ou construção em aço galvanizado. O uso de stell frame no Brasil ainda não esta padronizado, quando fui instalar minhas esquadrias de PVC da VEKA percebemos que a nossa parede tem 12,5 cm, porém a esquadria é mais larga, daí tivemos dificuldade de acabamento do vão da esquadria, principalmente nas portas, existe então a necessidade de desenvolvimento de produtos compatíveis com as espessuras de paredes para possibilitar o uso de esquadrias coladas.

 

Daí lembrei de uma conversa que tive com uma amiga que tem filhos morando nos Estados Unidos, que não entendia porque as casas americanas tem os projetos tão iguais.
Acho que estou começando a entender: A industrialização traz a padronização da arquitetura! Imagino que eles já tem cadernos de projetos prontos para sua escolha, tudo seguindo um valor estipulado.
Temos que dar o braço a torcer, os americanos são inteligentes porque fazem o “processo industrial” em quase toda a casa e usam menos mão-de-obra. Eles têm ferrramentas para tudo e muitas vezes eles mesmos constroem suas casas com muita rapidez, o que sempre sai muito mais barato! Diferente do Brasil onde cada um quer ter a casa de seus sonhos, com seus hábitos e sua personalidade.
Mas se este tipo de construção é mais barata, associado a vantagens como velocidade de execução, precisão dimensional, leveza e baixo desperdício de materiais, porque não desenvolvemos um processo industrial?
 Anexei partes de um debate promovido pela Revista AU sobre o Stell Frame  para vocês lerem:

 


“Arquiteto, vice-presidente de relações comerciais da AsBEA e diretor do escritório Lima Pinheiro Arquitetos, PINHEIRO 
É preciso desenvolver toda a cadeia.

Aqui você pode até ter o melhor aço do mundo, mas não tem a parafusadeira que os norte-americanos usam em seus canteiros. Nossa realidade é a do cara que quando vai pregar o prego em uma parede, usa uma marreta. Há ferramentas, acessórios, modulação, problema com forro, caixilho, enfim, uma série de variantes que precisam fechar o sistema steel frame.

 

Carlos Roberto de Luca, consultor da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Dryawall
LUCA – É preciso dinheiro para movimentar isso, vontade e a disposição das empresas.
Esse momento pelo que passa o steel frame é similar ao que o drywall já passou. Quando as multinacionais entraram no Brasil, imaginava-se que, com uma alavancagem de recursos e o aporte tecnológico, a evolução dos sistemas industrializados fosse mais rápida. No caso do drywall, a indústria continua se desenvolvendo, mas, mesmo assim, é um desenvolvimento lento por causa dessa questão cultural.
“Gerente de desenvolvimento de Building & Construction Support, BCS, da Arcelor Mittal
SCALZO
– Nesse sentido acho que a indústria deveria, sob liderança da indústria do aço, criar uma associação do steel frame para reunir fornecedores e arquitetos e unir esforços.

Arquiteto PINHEIRO
– Além de unir os esforços seria importante verificar onde aplicar esses esforços. As universidades, por exemplo, deveriam ser um dos focos de trabalho.”

Nós brasileiros temos a fama de sermos criativos,  de ter jogo de cintura e inteligência para sobreviver a todas as crises, então vamos à luta! Os arquitetos podem dirigir sua fantástica criatividade em projetos padronizados, mas com diferenciais inusitados! Ahhh, eu tenho certeza que conseguiríamos!

Por experiência própria vejo que é facil adaptar o projeto às linguagens arquitetônicas, podemos construir  usando fundação radier com execução veloz e baixo custo. A estrutura é precisa e as vedações dão conforto, acabamento e velocidade.
Como percebem, continuo fã do sistema Steel frame seja pelas paredes PEX sem precisar quebrar nada ou pela limpeza da obra, comentário constante de todas as pessoas que visitaram a obra.
  Minha vontade é que o acabamento também fosse na mesma linha, pois ainda  necessitamos da mão de obra artesanal que
atrasa muito o término da obra, os pedreiros  parecem que querem morar na sua casa nova!
Mas o principal mesmo é quebrar a resistência cultural contra novos conceitos de construção, muita gente entende que por ser uma construção leve é, erroneamente, sinônimo de fragilidade.
Concluímos que precisamos mesmo é de conscientização porque é importante ser sustentável e precisamos de estudar soluções inovadoras, não acham?

Abaixo links de cursos de Stell Frame com o objetivo de capacitar pessoas interessadas em inserir-se no mercado de construção seca de edificações transmitindo conhecimento técnico apropriado.Recebo sempre informações da AEA Educação Continuada

 

 

Então é isto, espero que gostem!
 Fonte: Os comentários sobre as limitações do sistema e o que deveria ser
desenvolvido são opinião de Mércia Maria Semensato Bottura de Barros, Profa. Dra. do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP; Dados de entrevista da Revista AU com arquitetos, engenheiros,
projetistas, representantes de siderúrgicas e fabricantes de Steel frame e dry
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